segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PAUSA NA REFORMA AGRÁRIA.


Tio Fidêncio matutando com seus botões: - Como a minha reforma agrária foi por águas abaixo, vamos fazer uma pequena pausa, brincar um pouco e voltar outro dia. Deus também não fez o mundo num dia e afinal, pra que tanta afobação! Enquanto isso o minuano há de varrer as nuvens acumuladas no espaço. Pra onde? Não sei! Você sabe?... 

É, Zé Pimenta, a palavra é de prata mas o silêncio é de ouro diz lá o chinês. Portanto, “mesmo tendo um milhão de coisas a dizer”, o melhor é calar o bico. E já estou reconhecendo que quem está certo é você. Sábia natureza – ainda o chinês, que nos deu duas e uma só boca para escutar bastante e muito e falar pouco ou menos. Já viu se este negócio fosse invertido? Quantas páginas precisaria ter “O CELEIRO”? Para a gente descarregar suas mágoas; dizer coisas e perguntar outras tantas; fazer conchavos, coligações e alianças; xingatórios e mentiras; falar muito sem dizer nada e naturalmente para nos convencermos a nós próprios, eleitores manipulados, que os burros somos nós mesmos?


Mas a mãe natureza é sábia e recomenda moderação. Por isso vamos calar e escutar: Roma falou... assunto resolvido. Tudo tem sua hora. Mas falando em “hora”, professora Filomena, Diretora do Colégio, é com h ou sem h? Porque você deu um puxão de orelha no Tio Fidêncio, só porque no dia das mães de 1985 escreveu ombro com h. Você fez como a professora Dona Eufrásia: “Vocês não tem mesmo nenhum respeito pela gramática”? Também pudera, pro lado de cá o coitado do Fidêncio, pro lado de lá, a diretora do colégio! Único jeito é perdoar.

Mesmo assim, sem conhecer línguas, proclamo nosso idioma o mais belo, sonoro, melodioso, lógico e ... imprevisível do planeta. Senão vejamos:

- Donde vem cumpade?
- Do cimentéro.
- Onde é isto?
- Ora, onde nóis enterra os falecido.
- E porque cimentéro?
- Os tumbo não é de cimento? É né? Pois então é cimentéro memo!

- Nunca pensei que o cumpade fosse tão atrasado.
- Mas também não precisa debochá. Como é então?
- É sumintéro.
- E porque sumintéro?
- Quem foi pra lá sumiu! Pois taí – É sumintéro...

Romelândia, 02 de junho de 1985.
Tio Fidêncio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário