sábado, 28 de junho de 2014

MEDITAÇÃO

Todos nós temos o costume de pedir a Deus as coisas que desejamos e que esperamos alcançar. Pedimos paz, saúde, felicidade e pão. Não é isto que pedimos cada dia? O pão nosso de cada dia nos dai hoje?

Bonito, não é Zé Pimenta? Mas será que esta nossa conduta está certa? Nós pedimos como se nós tivéssemos o direito de ser atendidos. Ou melhor, que ELE tivesse obrigação de nos atender. Escutar e dar tudo o que pedimos.

Entende o Tio Fidêncio que muito melhor do que isto seria agradecer a Deus cada dia aquilo que de bom nós temos em nossa vida. Sempre tivemos e hoje ainda temos. Saúde, paz, alimentos, casa para morar, uma cama para descansar das canseiras da vida. Crianças ao nosso redor. Muitas crianças, com seus olhos azuis, verdes, castanhos, límpidos e cristalinos, irradiando uma profunda e incompreensível paz. Flores de todos os matizes e aromas – o céu azul – o cosmos com suas miríades de astros, o sol, o dia, a noite. As lavouras pejadas de frutos. E quanta coisa mais. Cada um de nós.

E nós continuamos pedindo. Não seria melhor, torno a perguntar, agradecer sinceramente e com humildade aquilo que temos e já recebemos? Esta história sempre me faz lembrar o freguês que vai comprar fiado. E compra. E leva. E leva e nunca se lembra de pagar. De repente o bodegueiro perde a calma, dizendo: Agora você paga o que já recebeu...senão... nada mais.

O que estamos nós fazendo para pagar todo o bem que já recebemos da divina providência? O assunto seguirá noutra oportunidade. E você, meu amigo Zé Pimenta, dê algum palpite também. 

Romelândia, 11 de abril de 1985.

Tio Fidêncio.

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